Enviado em 10 d abril d 2015, sob Maternidade, Psicanálise
“Conversar com alguém treinado para lidar com o que você está sentindo pode ser de grande ajuda. Muitas vezes somente a terapia já é suficiente para reverter o quadro, embora, muitas vezes, haja também a necessidade de associar ao tratamento algum tipo de medicação (que só pode ser prescrita por médicos). Não se intimide em procurar ajuda especializada e encare isso como um ato de amor pelo seu bebê, para que você possa ser de fato a mãe que sempre sonhou ser. (Babycenter.com.br)
A depressão pós-parto é comum?
Acredita-se que cerca de 10 por cento das mulheres sofra de depressão pós-parto, embora uma recente pesquisa da Royal College of Midwives, do Reino Unido, tenha indicado que o número possa ser bem maior. De acordo com o estudo, 27 por cento das mulheres com filhos de menos de 1 ano de idade disseram ter passado por algum tipo de tratamento para a depressão pós-parto.
Depressão pós-parto não é a mesma coisa que uma espécie de melancolia, também conhecida como “baby blues”, ou “blues puerperal”, que geralmente tem início poucos dias depois do parto e provoca tristeza, preocupação, nervosismo e vontade de chorar. É possível que as enormes mudanças hormonais da gestação sejam responsáveis por esses sintomas, que tendem a desaparecer em questão de dias.
Mas, então, o que é a depressão pós-parto?
A depressão pós-parto é bem mais séria do que uma melancolia passageira. Enquanto a maior parte das mães consegue superar aquela tristeza inicial e passa a curtir seus bebês, uma mulher com depressão pós-parto fica cada vez mais ansiosa e tomada por sentimentos desagradáveis.
Em alguns casos, a mãe já estava deprimida mesmo antes do nascimento da criança, e simplesmente continua a ter os mesmos sentimentos. Para outras mulheres, no entanto, a depressão começa semanas ou até meses após o parto. O que parecia ser um prazer aos poucos começa a parecer um fardo, e a vida de certas mulheres chega a ficar paralisada.
Sintomas
Veja a seguir uma lista dos sintomas mais comuns da depressão pós-parto. Ter alguns deles vez ou outra não necessariamente indica um quadro de depressão, já que a maternidade é mesmo cheia de altos e baixos! Caso você tenha com frequência vários dos sintomas descritos, comente com seu ginecologista ou clínico geral ou procure a ajuda de um profissional especializado. Não tenha medo de ser julgada e muito menos de ser taxada de má mãe.
• Tristeza constante, especialmente na parte da manhã e/ou à noite;
• Sensação de que não vale a pena viver e de que nada de bom vem pela frente;
• Sensação de culpa e de responsabilidade por tudo;
• Irritabilidade e falta de paciência com parceiro e filhos;
• Choro constante;
• Exaustão permanente, acompanhada de insônia;
• Incapacidade de se divertir;
• Perda do bom humor;
• Sensação de não conseguir lidar com as circunstâncias da vida;
• Enorme ansiedade em relação ao bebê e busca constante por garantias, por parte de profissionais de saúde, de que ele está bem;
• Preocupação com sua própria saúde, possivelmente acompanhada pelo temor de ter alguma doença grave;
• Falta de concentração;
• Sensação de que o bebê é um estranho e não seu próprio filho;
Além dos sintomas mencionados acima, é possível também vivenciar:
• Perda de libido;
• Falta de energia;
• Problemas de memória;
• Dificuldade para tomar decisões;
• Falta ou excesso de apetite;
• Noites de sono interrompido;
Existem mulheres mais propensas a ter depressão pós-parto?
Os especialistas ainda não sabem exatamente por que certas mulheres ficam deprimidas e outras não. Porém há certas situações que parecem aumentar o risco de uma depressão pós-parto. São elas:
• Já ter passado por uma depressão antes;
• Depressão durante a gravidez;
• Parto difícil;
• Perda da própria mãe na infância;
• Parceiro ou família ausentes;
• Nascimento de um bebê prematuro ou com problemas de saúde;
• Problemas financeiros, de moradia, desemprego ou perda de um ente querido;
Qual é o tratamento?
Remédios
Existem certos remédios que realmente podem ajudar num quadro de depressão pós-parto. Muitas pessoas acreditam erroneamente que antidepressivos provoquem dependência, o que não é verdade. O principal problema de tais remédios é que muita gente não os toma da maneira correta.
Esse tipo de tratamento exige disciplina com horários e costuma levar algumas semanas para fazer efeito. Não desista por achar que ele não está melhorando em nada sua situação. Lembre-se de que demora um pouco para que seu corpo se adapte à medicação, e tenha em mente que às vezes a dose ou o tipo do remédio precisam de ajustes conforme a reação do organismo. Não interrompa o tratamento sem conversar com seu médico antes, mesmo se achar que já está melhor, porque a depressão pode voltar de repente.
Também não se preocupe se estiver amamentando, já que há no mercado remédios compatíveis com o aleitamento materno.
Terapia
Conversar com alguém treinado para lidar com o que você está sentindo pode ser de grande ajuda. Muitas vezes somente a terapia já é suficiente para reverter o quadro, embora, muitas vezes, haja também a necessidade de associar ao tratamento algum tipo de medicação (que só pode ser prescrita por médicos). Não se intimide em procurar ajuda especializada e encare isso como um ato de amor pelo seu bebê, para que você possa ser de fato a mãe que sempre sonhou ser.
Fonte: BabyCenter.com.br
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